
Sobre histórias que tendem ao infinito
por André Oliveira
Nos primeiros anos escolares, lecionados pela genérica Tia Maria Lucia, nos é ensinado que as histórias devem ter começo, meio e fim. Porém algumas verdades são omitidas das ávidas mentes juvenis, um exemplo é o conceito do clímax.
Discorrer a cerca de temas factuais ou ficcionais não é tarefa fácil. Exige certo conhecimento lingüístico, alguma criatividade e o principal: saber reconhecer qual é o cume da história.
Quantas vezes não ouvimos, em um botequim, narrações verdadeiramente interessantes que pela falta de habilidade do orador, tornam-se uma maçada? Certo dia, ao passar por tal situação, enunciei uma teoria. O homem divide-se em dois grupos: Aqueles que transformam uma história debilitada em um verdadeiro romance, e aqueles que fazem de um enredo promissor um fiasco.
Tais observações me levaram a crer que esta perspicaz análise do comportamento humano deveria constar nos livros preparatórios de todas as “Marias Lucias” do mundo. Com o objetivo de fazer florescer, em cada fulano de boteco, a capacidade de escolher o momento certo de se revelar o ápice de uma narração. Desmistificando, desse modo, a idéia de que toda narrativa deve seguir a ordem: começo, meio e fim.
As histórias que tendem ao infinito são uma constante universal, que com sinceridade, me fazem bocejar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário